É PRECISO ACREDITAR E TER FÉ PARA QUE A HOMEOPATIA FUNCIONE?



É PRECISO ACREDITAR E TER FÉ PARA QUE O TRATAMENTO HOMEOPÁTICO FUNCIONE?


M.V. Celso Affonso M. Pedrini

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Pesquisas indicam que a fé e a espiritualidade são importantes aliados para o tratamento e a prevenção de doenças.

Ter uma crença pode melhorar a qualidade de vida e o bem-estar durante a recuperação de uma enfermidade. Estudo mostra que ter uma religião pode o reduzir risco de morte em até 30%. (Cf. g1.globo.com, 24/07/2013)

Quem frequenta cultos religiosos ao menos uma vez por semana tem 29% mais chances de aumentar seus anos de vida em relação àqueles que não frequentam. (Cf. LISBOA, Sílvia. A ciência da fé. super.abril.com.br, fevereiro/2014)

Acreditar na melhora e na cura exercem efeitos benéficos, o que é comprovado cientificamente. Pessoas que recebem substâncias inertes, acreditando tratar-se de medicamentos, chegam a melhorar cerca de 20 a 30% de seu quadro clínico inicial. Esta melhora está associada a um efeito psicológico positivo, relacionado ao simbolismo que o tratamento instituído exerce na expectativa de melhora do paciente. Este fenômeno é chamado de efeito placebo.

Ao utilizar doses infinitesimais de medicamentos, até mesmo em soluções ultradiluídas, em que não existiriam mais moléculas da substância original, a Homeopatia desafia o modelo bioquímico e molecular da farmacologia clássica. Dessa forma, a ocorrência de melhora dos sintomas clínicos e até a cura dos pacientes, através do sistema terapêutico que utiliza o princípio da semelhança, encontraria explicação plausível justamente no efeito placebo, de acordo com o paradigma mecanicista cartesiano da ciência clássica. Entretanto, a prática clínica e a pesquisa indicam que o nível de melhora em função do tratamento homeopático é superior ao esperado pela administração de um placebo.

Durante 8 anos realizamos uma pesquisa clínica, voltada ao tratamento de quadros crônicos (incluindo distúrbios comportamentais) em caninos e felinos, apresentando resultados bem interessantes.

Consideramos o de maior relevância o fato de que 96% destes pacientes, que foram acompanhados por um período superior a 6 meses, apresentaram melhoras significativas nos sintomas inerentes à sua condição inicial (ou seja, quanto ao diagnóstico relacionado à queixa principal) e também em sua qualidade de vida, conforme a metodologia empregada (utilizamos uma metodologia própria) e os parâmetros de avaliação propostos (neste caso, a evolução dos sintomas de cada paciente).

Também é interessante assinalar que grande parte destes pacientes apresentaram melhoras concomitantes de sintomas de ordem física e comportamental. O que, na verdade, é o que se espera, pois a Homeopatia trata o doente, como um todo, não apenas a doença que ele manifesta. Mas, para isso, é necessário individualizar o paciente, através de um profundo, metódico e minucioso estudo da totalidade de seus sintomas. Assim, pacientes apresentando o mesmo diagnóstico clínico, poderão receber medicamentos diferentes, pois o tratamento homeopático é específico para o doente, não para a doença. O que é fundamental especialmente em quadros crônicos, como foi o caso dos pacientes participantes de nossa pesquisa. Portanto, a melhora do indivíduo doente em sua totalidade é o desejado, mediante o tratamento homeopático instituído. Em nosso estudo, daqueles pacientes que foram acompanhados por mais de 6 meses e que apresentavam sintomas físicos e comportamentais antes do início do tratamento, além de apresentarem melhora significativa em sua condição inicial, 90,9% destes pacientes apresentaram melhoras concomitantes em sintomas de ordem física e comportamental.

Partindo-se da premissa que o efeito placebo em animais é insignificante, pois eles, em princípio, não teriam plena consciência de que estariam sendo tratados, o alto grau de eficácia em nossa pesquisa indica, categoricamente, que o medicamento homeopático possui um valor terapêutico real e consistente, em função dos resultados deste estudo.

O fato da ciência clássica não conseguir explicar o modo de ação dos medicamentos homeopáticos não invalida os expressivos resultados da prática clínica e o alto grau de eficácia em nosso estudo. Provavelmente, seja necessário uma mudança de paradigma para uma melhor explicação e compreensão da ação terapêutica de soluções utilizadas em doses infinitesimais e ultradiluídas. Uma hipótese plausível seria a de que o medicamento homeopático contenha um campo de energia, de origem eletromagnética, conforme conceitos da Física moderna.

Ter fé em Deus, professar e praticar uma religião, além de confiar no profissional da saúde e acreditar no ato terapêutico estabelecido, comprovadamente potencializam a melhora e a prevenção de qualquer doença, além de melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. Independentemente da questão espiritual e religiosa, além do viés da autossugestão, o medicamento homeopático exerce uma ação real e verdadeira, pois contém, intrinsicamente, um conteúdo terapêutico informacional, possivelmente eletromagnético, que é capaz de influenciar de modo expressivo o organismo doente, desde que existam as devidas condições para que isto ocorra. Ou seja, que haja o respeito à premissa fundamental do sistema terapêutico que utiliza o princípio da semelhança: uma substância é capaz de curar no doente os mesmos sintomas que tem a aptidão de desenvolver em organismos saudáveis. E isso acontece, é uma verdade incontestável. Não importando se o paciente tem fé e acredita ou não no tratamento implementado, como foi o caso dos pacientes caninos e felinos participantes de nossa pesquisa clínica.



Dr. Celso Affonso Machado Pedrini

Médico Veterinário

www.celsopedrini.com.br

CONTATO: celsopedrini@terra.com.br