ESTUDO DA EFICÁCIA DA HOMEOPATIA EM CÃES E GATOS



ESTUDO DA EFICÁCIA DA HOMEOPATIA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS E DISTÚRBIOS COMPORTAMENTAIS EM CÃES E GATOS - PARTE I



Celso Affonso Machado Pedrini *


* Médico Veterinário

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RESUMO

Em função da Homeopatia possuir uma concepção diferenciada da medicina convencional, existe grande dificuldade em estabelecer-se um diálogo entre o modelo homeopático (com suas peculiaridades) e a ciência clássica, imposta pelas limitações decorrentes da elaboração de desenhos de estudos clínicos que englobem os fundamentos metodológicos desta última.

Além de tentar minimizar os obstáculos decorrentes de concepções tão distintas, esta pesquisa clínica objetiva contribuir para demonstrar a eficácia do tratamento homeopático em medicina veterinária, almejando apresentar evidências científicas da eficácia da Homeopatia no tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em cães e gatos.


INTRODUÇÃO

A Homeopatia possui uma concepção diferenciada da medicina convencional, em termos de concepção de ser vivo, saúde, doença, diagnóstico, terapêutica e cura. Seu objetivo não é tratar doenças, conforme a visão da medicina convencional, mas, isto sim, tratar o doente, em sua totalidade, individualizando-o. Portanto, de acordo com a concepção homeopática, não existiriam medicamentos específicos para tratar determinadas condições clínicas. Ou seja, para uma mesma enfermidade, cada indivíduo doente poderia receber medicamentos diferentes, pois o tratamento pela Homeopatia é específico para cada paciente, e não específico para cada doença. Inclusive, a não observância desta condição essencial, constituiria-se em um dos maiores responsáveis pelo insucesso da Homeopatia, seja na área clínica ou de pesquisa.

Na publicação de sua autoria "Pesquisa clínica em homeopatia: evidências, limitações e projetos", Marcus Zulian Teixeira relata que "Diversos ensaios clínicos que desrespeitaram a individualização do tratamento homeopático, administrando o mesmo medicamento para diversos indivíduos portadores de uma mesma doença, não mostraram resultados significativos (...) , ferindo a racionalidade científica do modelo homeopático" (TEIXEIRA, 2008). O referido autor ressalta tornar-se indispensável a compreensão da relevância referente à individualização medicamentosa de acordo com a totalidade sintomática característica do paciente (e não simplesmente um "sintoma") na eleição terapêutica homeopática, premissa fundamental para se alcançar a eficácia clínica a que se almeja. No entanto, este fato acarreta em um incremento da complexidade em relação aos "protocolos terapêuticos modernos", pois são adicionadas às variáveis clássicas de seleção do medicamento e sua posologia, outras diversas características individuais, que colaboram para aumentar o grau de dificuldade em relação à pronta escolha do medicamento homeopático individualizado. De acordo com Teixeira, "Tanto na pesquisa quanto na prática clínica diária, esta dinâmica semiológica global e individualizante, (...) necessita de um número variável e contínuo de avaliações, prescrições e ajustes, tornando o tratamento homeopático das doenças crônicas, em geral, uma prática eficaz a médio-longo prazo" (TEIXEIRA, 2008). Em relação à duração do tratamento homeopático, Teixeira supõe "(...) que o tempo mínimo para a avaliação de um ensaio clínico homeopático individualizado em qualquer tipo de doença crônica deva se situar em torno de 6-12 meses, com avaliações mensais da evolução clínica e ajustes na prescrição. Além da necessidade de um tempo maior de acompanhamento para se atingir a individualização do medicamento homeopático segundo a totalidade sintomática característica do enfermo, a duração do tratamento homeopático também deverá ser proporcional ao grau de cronicidade da doença e à magnitude dos desequilíbrios homeostáticos instalados (...)" (TEIXEIRA, 2008).


HOMEOPATIA E EFEITO PLACEBO

Considera-se como efeito placebo a ocorrência de melhora sintomática e/ou de funções fisiológicas orgânicas decorrentes de estímulos supostamente inespecíficos e inertes, sendo correlacionado, em geral, ao simbolismo que o tratamento representa na expectativa positiva do paciente. Mesmo estando presente em qualquer espécie de interferência terapêutica, a classe médica costuma conferir ao efeito placebo um significado depreciativo e indesejável, sendo comum considerar este efeito terapêutico psicológico (efeito placebo) como a única explicação plausível para a eficácia clínica do tratamento homeopático. (TEIXEIRA, 2008)

Entretanto, o presente estudo da eficácia do tratamento pela Homeopatia em animais portadores de doenças crônicas e distúrbios comportamentais, almeja demonstrar que a explicação da ação do medicamento homeopático não pode fundamentar-se exclusivamente no efeito placebo, já que este "efeito terapêutico psicológico" proporcionado pelo simbolismo que o tratamento homeopático representaria na expectativa positiva dos pacientes seria irrisório, por tratar-se de pacientes caninos e felinos.


AÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO

O conhecimento científico estrutura-se nos modelos utilizados. O estudo dos fenômenos atômicos demonstra que, em última instância, tudo o que existe é constituído por campos eletromagnéticos. Assim sendo, a comunicação nos sistemas biológicos, e destes com o meio exterior, ocorre através de sinais eletromagnéticos em diferentes frequências. Um grande obstáculo para a aceitação da Homeopatia, como ciência, reside na utilização de substâncias ultradiluídas, o que contraria o modelo bioquímico molecular clássico. Entretanto, algumas teorias defendem a possibilidade da permanência de uma informação relacionada à substância original, mesmo em soluções que tenham ultrapassado o limite molecular. Talvez seja necessário utilizar-se um novo paradigma, para que haja uma melhor compreensão a respeito da ação do medicamento homeopático. Um outro modelo poderia consistir em conceber-se a doença não apenas como alterações estruturais e moleculares, mas, também, apresentando um campo eletromagnético anômalo. Dessa forma, a semelhança entre os sintomas do doente e os sintomas que determinada substância desenvolve em indivíduos saudáveis, fundamento básico do sistema terapêutico homeopático, corresponderia à semelhança entre os seus respectivos campos eletromagnéticos. A informação transmitida pelo medicamento homeopático poderia constituir-se em uma frequência guia, com o objetivo de corrigir o campo eletromagnético patológico, hipótese que é corroborada por conceitos inerentes ao eletromagnetismo clássico, restabelecendo, assim, a saúde do indivíduo doente (sugerimos a leitura de "Alguns Comentários Sobre a Ação do Medicamento Homeopático", deste mesmo autor).


OBJETIVOS DO ESTUDO

Demonstrar que o tratamento pela Homeopatia apresenta resultados altamente satisfatórios, o que é evidenciado ao comparar-se os resultados apresentados pelo tratamento homeopático com os resultados apresentados pelo tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento pela Homeopatia.

Assim sendo, objetiva-se apresentar a proposta de um estudo com a finalidade de demonstrar, de forma clara e objetiva, a eficácia do tratamento pela Homeopatia em cães e gatos portadores de doenças crônicas e distúrbios comportamentais, além de almejar uma aproximação ao modelo científico clássico.


MATERIAL E MÉTODOS

A amostra constituiu-se de pacientes caninos e felinos atendidos pelo autor na Liga Homeopática do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, entre 28 de setembro de 2005 e 19 de novembro de 2013.

Os pacientes atendidos foram divididos em quatro grupos:

GRUPO I - Inclui todos os pacientes que passaram por uma primeira avaliação. Obs.: considera-se primeira avaliação aquela em que o paciente passou por uma anamnese e exame clínico, conforme os preceitos homeopáticos e que, além disso, tenha sido realizada uma primeira prescrição.

GRUPO II - Inclui os pacientes que foram avaliados em um período igual ou superior a seis meses de tratamento.

GRUPO III - Inclui os pacientes que foram avaliados em um período inferior a seis meses de tratamento.

GRUPO IV - Inclui todos os pacientes que deram sequência ao tratamento, passando, ao menos, por uma reavaliação (inclui os grupos II e III).

Todos os pacientes foram tratados com medicamentos homeopáticos administrados por via oral, em glóbulos de sacarose, manipulados em farmácias homeopáticas de reconhecida credibilidade. A escala utilizada foi a Centesimal Hahnemanniana e a dinamização dos medicamentos homeopáticos prescritos variou entre a 4CH e a 200CH. Foi administrado um único medicamento homeopático por tomada, na dose de 1 a 5 glóbulos.

Para a execução da prescrição medicamentosa foi utilizada metodologia baseada em uma determinada corrente homeopática, de acordo com a avaliação clínica do paciente, tendo por objetivo a sua individualização, levando-se em consideração a sua totalidade sintomática característica, bem como o seu quadro clínico e estado geral, representados pela presença ou não de lesões orgânicas e/ou bloqueios emunctoriais.

Antes do início do tratamento homeopático, foi recomendado aos proprietários dos pacientes seguirem integralmente as orientações estabelecidas pelo médico veterinário responsável pelo atendimento clínico do paciente em questão e/ou de outra especialidade. Também foi solicitado aos responsáveis pelos respectivos pacientes a assinatura de um termo de responsabilidade, consentindo plenamente com este trabalho de pesquisa.


CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

Foram incluídos no estudo os pacientes pertencentes aos grupos II, III e IV, ou seja, todos os pacientes que deram sequência ao tratamento, passando, ao menos, por uma reavaliação.

O estudo comparativo entre os grupos I e IV tem por objetivo mostrar a taxa de abstenção relativa à continuidade do tratamento (pacientes que passaram por uma primeira avaliação e não deram sequência ao tratamento), além das características dos proprietários dos respectivos pacientes, quanto à sua faixa etária.

Incluiu-se no estudo os pacientes que passaram por uma primeira avaliação até a data de 02 de abril de 2013.


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Estabeleceu-se avaliar a evolução dos pacientes durante o tratamento pela Homeopatia quanto aos seguintes aspectos:

* Diagnóstico clínico relacionado à queixa principal (motivo pelo qual o proprietário procurou o atendimento homeopático).

ÓTIMO: cura ou assintomático por período significativo.

BOM: diminuição significativa no grau de intensidade dos sintomas e/ou diminuição da frequência ou intensidade das crises, sem necessidade de utilização de medicamentos alopáticos convencionais, durante o período de tratamento.

REGULAR: diminuição significativa no grau de intensidade dos sintomas e/ou diminuição da frequência ou intensidade das crises, com necessidade de utilização de um menor número de medicamentos alopáticos convencionais ou em dosagem inferior, durante o período de tratamento.

INSATISFATÓRIO: ausência de melhora significativa durante o período de tratamento.

** Apresentação de melhora significativa quanto à qualidade de vida (critérios para avaliar a qualidade de vida: felicidade, disposição, vivacidade, brincadeiras, sociabilidade, qualidade do sono, etc.).

*** Apresentação de melhora significativa em relação ao tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento homeopático.

**** Apresentação de melhora significativa quanto a sintomas comportamentais.

***** Apresentação de melhora significativa quanto a sintomas orgânicos.

Os pacientes avaliados no estudo foram classificados da seguinte maneira:

A - Portadores de distúrbios comportamentais.

B - Portadores de distúrbios comportamentais e orgânicos.

C - Portadores de distúrbios orgânicos.

Quanto à avaliação da evolução da condição clínica que motivou a consulta (diagnóstico relacionado à queixa principal), levou-se em consideração, além de melhoras clínicas (e, eventualmente, laboratoriais), os fenômenos inerentes e específicos relacionados ao tratamento homeopático, dependentes de fatores intrínsecos ao paciente (representados pelo seu caráter genético e hereditário, condição orgânica, período de acometimento da enfermidade em questão, idade, etc.), fenômenos que revelariam uma provável indicação de que o paciente estaria sendo direcionado a um crescente grau de estabilidade e/ou a uma possível cura.

Em função de dificuldades circunstanciais, relativas ao retorno de pacientes para a realização de reavaliações na Liga Homeopática do RS (como, por exemplo, proprietários residentes em outras cidades, incompatibilidade de datas e horários, etc.), considerou-se, eventualmente, as informações fornecidas por telefone ou E-mail, por parte dos proprietários, desde que tenha sido efetuada a sequência do tratamento.


APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

GRUPO I

O Grupo I inclui todos os pacientes que passaram por uma primeira avaliação.

Total: 77 (100%)

Cães: 59 (76,62%)

Gatos: 18 (23,38%)

Faixa etária dos proprietários: 19 a 81 anos (média: 49,95 anos)

CÃES E GATOS

Sequência no tratamento: 51 (66,23%)

Desistência após a primeira avaliação: 26 (33,77%)

Faixa etária dos proprietários que não deram sequência ao tratamento após a primeira avaliação: 19 a 66 anos (média: 46,08 anos)

CÃES

Sequência no tratamento: 42 (71,19%)

Desistência após a primeira avaliação: 17 (28,81%)

GATOS

Sequência no tratamento: 9 (50%)

Desistência após a primeira avaliação: 9 (50%)


GRUPO II

O Grupo II inclui os pacientes que foram avaliados em um período igual ou superior a seis meses de tratamento.

CÃES E GATOS: 25 (32,46% do total)

* Faixa etária dos proprietários: 28 a 68 anos (média: 55,24 anos)

* Faixa etária dos pacientes: 0,5 a 18 anos (média: 4,92 anos)

CÃES: 18 (72%)

* Faixa etária dos proprietários: 28 a 68 anos (média: 55,11 anos)

* Raças (nº absoluto e %):

SRD (9/50%), Dachshund (3/16,67%), Lhasa Apso (2/11,11%), Akita (1/5,56%), Maltês (1/5,56%), Poodle (1/5,56%) e Yorkshire (1/5,56%).

* Sexo (nº absoluto e %):

Masculino: 10 (55,56%) / Feminino: 8 (44,44%)

* Faixa etária dos pacientes: 0,5 a 18 anos (média: 5,61 anos)

* Diagnóstico clínico relacionado à queixa principal (área e diagnóstico / nº absoluto e %):

Comportamento (6/33,33%): Agressão Dirigida a Pessoas (1/5,56%), Agressão Dirigida a Pessoas e Cães (1/5,56%), Fobia de Barulho (1/5,56%), Hiperatividade (1/5,56%), Micção por Excitação (1/5,56%), Transtorno Compulsivo (1/5,56%).

Dermatologia (4/22,22%): Dermatite Atópica (3/16,66%), Demodiciose (1/5,56%).

Sistema Digestivo (3/16,66%): Diarreia Crônica (2/11,11%), Obesidade (1/5,56%).

Neurologia (2/11,11%): Ataxia (2/11,11%).

Cardiologia (1/5,56%): Insuficiência Cardíaca (1/5,56%).

Sistema Musculoesquelético (1/5,56%): Artropatia Degenerativa (1/5,56%).

Sistema Respiratório (1/5,56%): Tosse Crônica (1/5,56%).

* A - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais (nº absoluto e %): 1 / 5,56%

* B - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais e orgânicos (nº absoluto e %): 16 / 88,88%

* C - Pacientes portadores de distúrbios orgânicos (nº absoluto e %): 1 / 5,56%

GATOS: 7 (28%)

* Faixa etária dos proprietários: 31 a 63 anos (média: 53 anos)

* Raças (nº absoluto e %):

SRD (5/71,44%), Persa (1/14,28%) e Siamês (1/14,28%).

* Sexo (nº absoluto e %):

Masculino: 5 (71,43%) / Feminino: 2 (28,57%)

* Faixa etária dos pacientes: 1 a 7 anos (média: 3,14 anos)

* Queixa clínica principal (área e diagnóstico / nº absoluto e %):

Comportamento (4/57,14%): Transtorno Compulsivo (2/28,57%), Agressão Entre Gatos (2/28,57%).

Sistema Genitourinário (2/28,57%): Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (1/14,28%), Síndrome do Ovário Remanescente (1/14,28%).

Sistema Digestivo (1/14,28%): Obesidade (1/14,28%).

* A - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais (nº absoluto e %): 0 / 0%

* B - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais e orgânicos (nº absoluto e %): 7 / 100%

* C - Pacientes portadores de distúrbios orgânicos (nº absoluto e %): 0 / 0%

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA - GRUPO II

DIAGNÓSTICO CLÍNICO RELACIONADO À QUEIXA PRINCIPAL

* CÃES E GATOS

ÓTIMO

14 (1A, 13B) / 56%

BOM

6 (6B) / 24%

REGULAR

4 (3B, 1C) / 16%

INSATISFATÓRIO

1 (1B) / 4%

TOTAL

25 (1A, 23B, 2C) / 100%

* CÃES

ÓTIMO

8 (1A, 7B) / 44,45%

BOM

6 (6B) / 33,33%

REGULAR

4 (3B, 1C) / 22,22%

INSATISFATÓRIO

0 / 0%

TOTAL

18 (1A, 16B, 1C) / 100%

* GATOS

ÓTIMO

6 (6B) / 85,72%

BOM

0 / 0%

REGULAR

0 / 0%

INSATISFATÓRIO

1 (1B) /14,28%

TOTAL

7 (7B) / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA NA QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE? - GRUPO II

* CÃES E GATOS

SIM

24 (1A, 22B, 1C) / 96%

NÃO

1 (1B) / 4%

TOTAL

25 (1A, 23B, 1C) / 100%

* CÃES

SIM

18 (1A, 16B, 1C) / 100%

NÃO

0 / 0%

TOTAL

18 (1A, 16 B, 1C) / 100 %

* GATOS

SIM

6 (6B) / 85,72%

NÃO

1 (1B) / 14,28%

TOTAL

7 (7B) / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA EM RELAÇÃO AO TRATAMENTO ALOPÁTICO CONVENCIONAL E/OU AO PERÍODO ANTERIOR AO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO? - GRUPO II

* CÃES E GATOS

SIM

24 (1A, 22B, 1C) / 96%

NÃO

1 (1B) / 4%

TOTAL

25 (1A, 23B, 1C) / 100%

* CÃES

SIM

18 (1A, 16B, 1C) / 100%

NÃO

0 / 0%

TOTAL

18 (1A, 16B, 1C) / 100%

* GATOS

SIM

6 (6B) / 85,72%

NÃO

1 (1B) / 14,28%

TOTAL

7 (7B) / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA DE SINTOMAS COMPORTAMENTAIS? - GRUPO II

* CÃES E GATOS

SIM

23 / 95,83%

NÃO

1 / 4,17%

TOTAL

24 / 100%

* CÃES

SIM

16 / 94,12%

NÃO

1 / 5,88%

TOTAL

17 / 100%

* GATOS

SIM

7 / 100%

NÃO

0 / 0%

TOTAL

7 / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA DE SINTOMAS ORGÂNICOS? - GRUPO II

* CÃES E GATOS

SIM

23 / 95,83%

NÃO

1 / 4,17%

TOTAL

24 / 100%

* CÃES

SIM

16 / 94,12%

NÃO

1 / 5,88%

TOTAL

17 / 100%

* GATOS

SIM

7 / 100%

NÃO

0 / 0%

TOTAL

7 / 100%


DESCRIÇÃO DOS PACIENTES - GRUPO II

CÓDIGOS DOS PACIENTES

Algarismo Romano: significa o grupo do paciente.
Algarismo Arábico: significa o número correspondente ao paciente na pesquisa.
A, B ou C: significa que o paciente possui apenas distúrbios comportamentais (A), ou distúrbios comportamentais e orgânicos (B) ou apenas distúrbios orgânicos (C).
Exemplo: II20B - significa que o paciente pertence ao grupo II, corresponde ao número 20 na pesquisa, sendo portador de distúrbios comportamentais e orgânicos.

Abreviaturas:

Can.: espécie canina;
Fel.: espécie felina;
M: sexo masculino;
F: sexo feminino;
a.: anos;
m.: meses;
SRD: sem raça definida;
DRQP: Diagnóstico relacionado à queixa principal.
Per. Acomp.: Período de acompanhamento
MAD: membro anterior direito;
MAE: membro anterior esquerdo;
MPD: membro posterior direito;
MPE: membro posterior esquerdo.

CÓDIGOS PARA A AVALIAÇÃO DOS PACIENTES

* - Avaliação da evolução quanto ao diagnóstico clínico da queixa principal.

** - Ocorrência de melhora significativa quanto à qualidade de vida do paciente.

*** - Ocorrência de melhora significativa em relação ao tratamento alopático convencional e/ou periodo anterior ao tratamento homeopático.

**** - Ocorrência de melhora significativa de sintomas comportamentais.

***** - Ocorrência de melhora significativa de sintomas orgânicos.


II1A
Can.; Akita; M; 5,5 a.
DRQP: Agressão Dirigida a Pessoas / Comportamento.
Per. Acomp.: 6 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Dirigida a Pessoas; Agressão Relacionada à Comida; Agressão Entre Cães Estranhos; Agressão Territorial; Mastigação Destrutiva; Desobediência; Medo de Barulho; Vocalização Excessiva; Ansiedade Relacionada à Comida).

*****: -

II2B
Can.; Poodle; F; 7,5 a.
DRQP: Dermatite Atópica / Dermatologia.
Per. Acomp.: 10 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Vocalização Excessiva; Agressão Dirigida a Pessoas).
*****: Sim (Prurido; Constipação Intestinal).

II3B
Can.; Lhasa Apso; F; 2,5 a.
DRQP: Dermatite Atópica / Dermatologia.
Per. Acomp.: 3 a. e 8. m.
*: Regular.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Fobia de Barulho; Medo de Sair de Casa; Ansiedade Relacionada à Comida; Permitiu Acasalamento).
*****: Sim (Prurido; Ceratoconjuntivite Seca; Otite; Dispneia; Vômitos; Soluços Durante o Sono; Vacinose).


II4B
Can.; Dachshund; F; 3 a.
DRQP: Obesidade / Sistema Digestivo.
Per. Acomp.: 4,5 a.
*: Regular.
**: Sim.
***: Sim.
****: Não.
*****: Sim (Obesidade; Dispneia; Prurido).

II5B
Fel.; Siamês; M; 7 a.
DRQP: Transtorno Compulsivo / Comportamento.
Per. Acomp.: 5 a. e 4 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Perseguir e Morder a Cauda; Alopecia Psicogênica; Medo de Pessoas Estranhas; Medo de Barulho).

*****: Sim (Tosse; Espirros; Conjuntivite).

II6B
Fel.; SRD; M; 5 a.
DRQP: Transtorno Compulsivo / Comportamento.
Per. Acomp.: 9,5 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Alopecia Psicogênica; Agressão Relacionada ao Status; Desobediência).
*****: Sim (Prurido).

II7B
Can.; Yorkshire; M; 5,5 a.
DRQP: Insuficiência Cardíaca / Cardiologia.
Per. Acomp.: 10 m.
*: Bom.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Direcionada a Pessoas Familiares; Dominação Sobre Pessoas; Agressão Entre Cães Estranhos; Desobediência; Ansiedade de Separação; Micção Inadequada em Casa).
*****: Sim (Respiração Estertorosa; Apetite Caprichoso).

II8B
Fel.; Persa; M; 1,5 a.
DRQP: Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos / Sistema Genitourinário.
Per. Acomp.: 1 a. e 8 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Relacionada ao Status; Medo de Pessoas Estranhas).
*****: Sim (Disúria; Hematoquezia; Dispneia; Respiração Estertorosa).

II9B
Can.; Dachshund; M; 9 a.
DRQP: Artropatia Degenerativa / Sistema Musculoesquelético.
Per. Acomp.: 3 a. e 4. m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Dirigida a Pessoas Estranhas; Agressão Entre Cães Estranhos e Familiares; Ansiedade Relacionada a Viagens; Hiperatividade Viajando; Comportamento Incontrolável Viajando; Comportamento Possessivo; Comportamento de Busca de Atenção; Vocalização Excessiva; Medo de Barulho).
*****: Sim (Claudicação em MAE; Dor em MAE; Roncos Durante o Sono; Masturbação; Engasgamento; Tosse; Claudicação e Dor em MAD).

II10B
Can.; SRD; M; 18 a.
DRQP: Diarreia Crônica / Sistema Digestivo.
Per. Acomp.: 9,5 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Hiperatividade; Disfunção Cognitiva; Medo de Barulho; Micção Inadequada em Casa).
*****: Sim (Diarreia; Dores Articulares; Taquicardia; Tremor em MPE; Cisto Sebáceo).

II11B
Can.; Dachshund; F; 7,5 a.
DRQP: Ataxia / Neurologia.
Per. Acomp.: 3,5 a.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Disposição para Brincar).
*****: Sim (Sintomas Relacionados à Ataxia: Claudicação em Membros Posteriores / + MPE, Dificuldade em Levantar-se e Subir Escadas, Dificuldade em Comer, Defecar e Urinar, Perda do Equilíbrio e Quedas; Incontinência Urinária e Fecal; Noctúria).

II12B
Fel.; SRD; F; 5,5 a.
DRQP: Síndrome do Ovário Remanescente / Sistema Genitourinário.
Per. Acomp.: 1 a. e 10 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Isolamento Social; Medo de Pessoas; Comportamento de Busca de Atenção).
*****: Sim (Síndrome do Ovário Remanescente; Conjuntivite).

II13B
Can.; SRD; F; 8 a.
DRQP: Fobia de Barulho / Comportamento.
Per. Acomp.: 1 a. e 10 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Fobia de Barulho; Fobia de Tempestades; Medo de Fogos de Artifício; Submissão passiva).
*****: Sim (Vômitos).

II14B
Can.; Maltês; M; 1 a.
DRQP: Transtorno Compulsivo / Comportamento.
Per. Acomp.: 9 m.
*: Regular.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Transtorno Compulsivo; Ansiedade de Separação; Demarcação de Território com Urina; Lambedura Excessiva; Puxar o Pelo; Morder-se; Agressão Dirigida a Pessoas Familiares; Desobediência).
*****: Sim (Iatrogenia; Prurido).

II15B
Can.; Lhasa Apso; M; 2 a.
DRQP: Micção por Excitação / Comportamento.
Per. Acomp.: 1 a. e 1 m.
*: Bom.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Micção por Excitação; Agressão Dirigida a Pessoas Estranhas e Familiares).
*****: Não.

II16B
Can.; SRD; F; 9 a.
DRQP: Ataxia / Neurologia.
Per. Acomp.: 9 m.
*: Bom.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Entre Cães Familiares; Agressão Dirigida a Pessoas Familiares).
*****: Sim (Ataxia; Desequilíbrio; Incoordenação Motora; Dor; Cabeça Virada para o Lado Direito; Movimento Oscilatório da Cabeça; Dificuldade de Apreensão e Mastigação dos Alimentos; Incontinência Fecal).

II17B
Fel.; SRD; M; 1 a.
DRQP: Agressão Entre Gatos / Comportamento.
Per. Acomp.: 3 a. e 2 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Entre Gatos; Agressão Relacionada ao Status; Medo de Pessoas Estranhas; Medo de Barulho; Isolamento Social; Comportamento de Busca de Atenção).
*****: Sim (Flatulência; Constipação).

II18B
Fel.; SRD; F; 1 a.
DRQP: Agressão Entre Gatos / Comportamento.
Per. Acomp.: 3 a. e 1 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Entre Gatos; Agressão Relacionada ao Status).
*****: Sim (Diarreia).

II19C
Can.; SRD; F; 16 a.
DRQP: Tosse Crônica / Sistema Respiratório.
Per. Acomp.: 2 a. e 2 m.
*: Regular.
**: Sim.
***: Sim.
****: -
*****: Sim (Tosse, Dispneia, Claudicação).

II20B
Can.; SRD; M; 6 m.
DRQP: Demodiciose / Dermatologia.
Per. Acomp.: 2 a. e 5 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Hiperatividade; Agressão Dirigida a Pessoas Familiares; Mastigação Destrutiva; Desobediência; Coprofagia).
*****: Sim (Prurido, Eritema Cutâneo; Odor Fétido; Alopecia; Vômitos; Apetite Caprichoso).

II21B
Fel.; SRD; M; 1 a.
DRQP: Obesidade / Sistema Digestivo.
Per. Acomp.: 2 a. e 5 m.
*: Insatisfatório.
**: Não.
***: Não.
****: Sim (Agressão Induzida por Afago; Hiperatividade).
*****: Sim (Respiração Estertorosa).

II22B
Can.; SRD; F; 1,5 a.
DRQP: Dermatite atópica / Dermatologia.
Per. Acomp.: 7 m.
*: Bom.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Entre Cães Familiares e Estranhos; Vocalização Excessiva; Ansiedade de Separação; Hiperatividade).
*****: Sim (Prurido; Vômitos Biliosos; Apetite Caprichoso; Claudicação em Membros Posteriores; Dor em Extremidades).

II23B
Can.; SRD; M; 2,5 a.
DRQP: Diarreia Crônica / Sistema Digestivo.
Per. Acomp.: 1 a. e 8 m.
*: Ótimo.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Idiopática; Desobediência).
*****: Sim (Diarreia; Flatulência; Tumor Venéreo Transmissível - Prevenção de Recidiva; Hipersensibilidade à Dor; Apatia).

II24B
Can.; SRD; M; 6 m.
DRQP: Agressão Dirigida a Pessoas e Cães / Comportamento.
Per. Acomp.: 1 a. e 10 m.
*: Bom.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Agressão Entre Cães Familiares e Estranhos; Agressão Dirigida a Pessoas Familiares e Estranhas; Hiperatividade; Desobediência; Ansiedade de Separação; Mastigação Destrutiva; Apetite Depravado).
*****: Sim (Taquipneia Dormindo; Dispneia; Diarreia; Fezes Fétidas; Flatulência; Vômitos).

II25B
Can.; SRD; M; 1,5 a.
DRQP: Hiperatividade / Comportamento.
Per. Acomp.: 6 m.
*: Bom.
**: Sim.
***: Sim.
****: Sim (Hiperatividade; Desobediência; Micção Submissa; Medo de Barulho; Medo de Água).
*****: Sim (Apetite Voraz; Arrotos; Diarreia; Urina Fétida e Corrosiva; Odor Fétido; Flatulência; Conjuntivite; Vômitos; Seborreia; Balanite).

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ESTUDO DA EFICÁCIA DA HOMEOPATIA EM CÃES E GATOS - PARTE II





Dr. Celso Affonso Machado Pedrini

Médico Veterinário

www.celsopedrini.com.br