CASO DE DERMATITE ATÓPICA CANINA TRATADO PELA HOMEOPATIA



CASO DE DERMATITE ATÓPICA CANINA TRATADO PELA HOMEOPATIA


M.V. Celso Affonso M. Pedrini

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Nome: Theóphila.
Espécie: Canina.
Raça: Chow Chow.
Sexo: Feminino.
Data de Nascimento: ? / 2009.
Idade na Primeira Avaliação: Em torno de 3 anos.
Data da Primeira Avaliação: 29/05/2012.
Período de Acompanhamento: 2 meses.
Nº Avaliações: 2.
Atendimento na Liga Homeopática do Rio Grande do Sul.
Diagnóstico Relacionado à Queixa Principal: Dermatite Atópica.


* Introdução.

Atendi esta paciente na Liga Homeopática do RS, em Porto Alegre, fazendo parte de uma pesquisa que realizei durante 8 anos, em parceria com esta instituição, fundada em 1941, voltada ao tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em caninos e felinos, em que todos os casos de pacientes atendidos foram amplamente documentados, inclusive em vídeo. Considero isto muito importante, no sentido de chancelar a veracidade deste trabalho, propiciando a mais absoluta credibilidade a esta pesquisa, em que utilizei uma metodologia própria, que venho desenvolvendo e aprimorando há mais de duas décadas, desde que concluí a minha especialização em Homeopatia.

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Esta paciente apresentava histórico de dermatopatia, sem diagnóstico definido, sendo tratada anteriormente por médico veterinário que trabalha com a medicina clássica. Em função de sua sintomatologia clínica, consideramos que trata-se de um possível caso de atopia canina.


PRIMEIRA AVALIAÇÃO: 29/05/2012.

“A Théo apresenta um problema crônico de pele, que começou há 2 anos; no auge, ficam umas escaras; ela começa se coçando; além das feridas, por se coçar.”
“Apresenta bolinhas por todo o corpo, com pus; essas bolas abrem, estouram e formam feridas, que ficam em carne viva.”
“O seu corpo apresenta um fedor horrível!”
“Ela sofre com isso!”
“Veterinário convencional fez raspagem, mas não era fungo. Aí começamos a isolar algumas coisas, p/ ver se era alergia. Passou a atribuir a ectoparasitas; outros animais poderiam passar p/ ela.”
“Recebeu ração anti-alérgica, sem resultado; ídem p/ frango com arroz.”
“Vive num pátio com calçamento de pedra, sem terra; foi colocado um produto p/ o ambiente.”
“Cortei os passeios com ela, p/ não cheirar a grama e evitar carrapatos.”
“Adora ficar em frente da casa olhando, cuidando o movimento.”
“De tudo que fizemos p/ tratá-la do problema da pele, nada resolveu!”
“Após parar a medicação, fica bem uns 20-25 dias.”
“Agora ela está numa fase que está bem, estabilizada!”
“Até 1 mês, segura (os sintomas não retornam), depois começa tudo de novo.”
“Até 1 ano de idade, não manifestava nada; depois do primeiro cio, ficou pior!”
“Tosou uma vez o pelo, por recomendação do veterinário, e não voltou em alguns lugares.”
“Embaixo do pescoço ainda está sem pelo.”
“Recebe shampoo hipoalergênico (Óleo essencial de Melaleuca altemifolia), uma vez por semana; ameniza o cheiro.”
“Agora, dei uma vez corticóide e também antifúngico, por conta própria.”
“Coça mais nas laterais do corpo, dos 2 lados; se roça no muro p/ se coçar.”
“Ela coça até se machucar.”
“Começa com pústulas, vão crescendo e estouram, depois viram umas feridas, ‘tipo catapora’, fica com casca grossa, puxo e sai o pelo.”
“Tem pústulas abaixo do pescoço e na região ventral; são as regiões mais afetadas.”
“Quase todo o corpo é afetado.”
“Está mais agitada no período do cio; o primeiro cio foi pior.”
“Não teve alteração em sua rotina no começo do quadro dermatológico.”
“Já foi tratada com cefalexina.”
“A médica veterinária convencional que a estava tratando não chegou a um diagnóstico conclusivo.”
“Depois levei em dermatologista, que instituiu o mesmo tratamento.”
“Quando está em crise, recebe dexametasona, cefalexina, shampoo hipoalergênico e um composto à base de ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais”
“Quanto ao comportamento, ela estranha pessoas desconhecidas; mas nunca mordeu.”
“Uma vez levantei a vassoura p/ ela, mostrou os dentes, mas saí de perto.”
“A Théo nos adora, a todos lá de casa: eu, meu marido e meu filho de 4 anos.”
“Gosta de cheirar, sentir que cheiro a pessoa tem.”
“Deixa duas rações de fora do prato, só p/ a empregada pegar: se ela pegar, mostra que não quer que pegue; faz isso p/ provocar.”
“Não gosta que peguem a sua cama.”
“Obedece, mas, por ela, faria tudo o que quisesse!”
“Gosta de lamber, demonstrar carinho!”
“Adora passear; chega a pular dentro do carro p/ sair!”
“É atenta a tudo o que acontece em casa.”
“Normalmente, não late; se latir, é porque tem gente.”
“É caçadora; tem o faro aguçado.”
“A maior característica de seu comportamento é que gosta de ficar junto de mim!”
“Tem o apetite voraz p/ comida; mais ou menos p/ ração.”
“Fezes e urina: s/a.”
“Não molha os pés; é higiênica e limpa.”
“Não é de vomitar; uma vez comeu vaso de flores e vomitou, cor era amarelada.”
“Passa mal com carne gorda, não senta bem p/ ela, tem desarranjo; dá uma diarreia aquosa, de cor verde e com cheiro horrível.”
“Adquiri ela com uns 3 meses de idade.”
“Era muito saudável na infância; vivia no meu colo.”
“O pelo agora está opaco, fica meio amarronzado.” >
“Gosta de ser elogiada.”
“Depois que a veterinária fez raspado de pele até sangrar, marcou ela, ficou ‘cabreira’ (muito desconfiada)!”
“Anda sempre atrás de mim; fica nos monitorando; em nenhum momento a Théo se isola!”
“Tem diarreia só quando come coisas gordurosas.”
“Toma muita água.”
“Não fez outros exames.”
“Toma cefalexina desde o começo do problema.”
“Na primeira vez que ocorreu, ficou cheia de escaras e prostrada.”
“Está melhor no frio.”
“Prefere ficar na minha companhia.”
“Tem intolerância a gorduras.”
“Apresenta gases.”
“Tem uma vida sedentária.”
“Coça intensamente, depois cai o pelo, seguido de escaras, pequenas feridas, por todo o corpo. Os sintomas começam quando acaba o efeito da cefaloxina.”
“Coça mais à noite.”
“Definição: é companheira, amiga, fiel a um dono, atenta a tudo da casa.”
“Gosta de estar junto da família e brincar com a gente!”
“Não gosta de ficar só em casa, fica triste!”
“Acompanha o movimento pela casa, cuida tudo.”
“Quando é xingada, sai p/ rua, triste; se estiver acuada, fica braba e mostra os dentes.”
“Não demonstra ciúme.”
“Quando está doente, fica quieta e dorme.”
“Gosta de receber carinho; e gosta de lamber p/ demonstrar carinho.”
“Não chora.”
“Adora receber elogios!”
“Se alguém da família estiver triste ou doente, fica mais perto e observa.”
“É obediente, mas tenta se impor!”
“É calma; fica atenta, observando.”
“Adora sair p/ passear.”
“Com barulhos, esconde-se!”
“Não demonstra agressividade!”
“Não gosta que estranhos mexam nela.”
“Não é rancorosa, mas se for judiada, marca a pessoa.”
“Visitas estranhas: cheira e sai.”
“Tem uma doença de pele com cheiro ruim!”
“Adora tomar banho!”
“Gosta de comer a mesma comida que comemos!”
Gosta de olhar o movimento da rua.”
“Momento em que fica mais triste é quando saímos de casa (sem levá-la).”
“Demonstra alegria: parece estar sempre disposta p/ tudo!”


CONSIDERAÇÕES

Após um profundo e meticuloso estudo deste caso, desenvolvi a sua análise baseado na totalidade sintomática característica da paciente, elegendo um determinado medicamento ("A"), que teria atuação em um nível constitucional. Utilizei, ainda, um segundo medicamento, de acordo com conceitos inerentes à visão sistêmica, especialmente em relação à fisiopatologia ("B"). Além de um isoterápico ("C"). A análise deste caso corresponde a um exemplo bastante representativo do emprego de uma metodologia própria, que venho desenvolvendo e aprimorando há mais de duas décadas.


ALGUMAS OBSERVAÇÕES PERTINENTES

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SEGUNDA AVALIAÇÃO: 24/07/2011 - 2 meses após.

“O pelo está mais preto e com brilho.”
“Parou com os banhos seguidos; só tomou banho há 4 dias atrás, p/ vir aqui!”
“Deixou de se morder!”
“Sinto ela mais feliz, mais relacionada, mais disposta, não tão apática; está mais receptiva!”
“Deixou de ter tanta diarreia, quando come coisas diferentes, fora da ração.”
“Trocou a ração e não teve diarreia; aceitou bem a ração!”
“Não perde tanto pelo, inclusive aos tufos; agora tem queda em partes mais localizadas e não em grande quantidade, como antes.”
“O cheiro forte diminuiu, está com cheiro normal!”
“Está mais disposta p/ sair!”
“Tem ficado braba com a empregada.”
“Secreção ocular diminuiu.”
“Teve um episódio de otite bem importante; saiu pus pelo ouvido direito.”
“Esfregava o ouvido na parede, ficou bem feio, como se tivesse ‘perdido a carne de dentro’ do ouvido.”
“Veterinário falou que foi, provavelmente, pelos banhos; receitou um medicamento para uso tópico (Gentamicina, Betametazona e Miconazol); melhorou em 10 dias.”
“A otite foi logo após iniciar com a Homeopatia.”
“Otite durou umas 3 semanas.”
“No seu histórico, teve otite uma vez, no mesmo ouvido, há uns 6 meses; mas os sintomas não foram tão agressivos; dessa vez, supurou tudo! Ela chorava, abatida!”
“Durante todo esse período, ela nunca parou com a Homeopatia.”
“Inclusive passou o período em que a cefaloxina age e ela não apresentou aquela descamação.”
“Não está tomando nada além da Homeopatia.”
“A pele está muito boa!”
“O pelo cresceu; um pelo fofo se desenvolveu.”
“Aquele pelo avermelhado, meio amarronzado, que não é o natural dela, começou a cair e voltou a crescer o pelo preto, que é o seu natural.”
“Até a minha empregada reparou as melhoras.”
“Não tem se coçado mais no muro.”
“A sua qualidade de vida está bem melhor após o tratamento homeopático!”
“Se avaliarmos em relação a antes do tratamento com Homeopatia, posso dizer, tranquilamente, que a Theóphila nunca esteve tão bem!”
“Eu dou nota 10 p/ o seu tratamento homeopático!”
“Até embaixo do pescoço, os pelos voltaram a nascer.”
“Ela melhorou tanto o seu temperamento, como, também, o seu aspecto orgânico!”
“A Homeopatia agiu no todo; inclusive melhorou a sua sociabilidade, ela movimenta-se mais, brinca mais!”
“Enfim, a Théo está feliz!”
“Houve uma melhora na qualidade geral de vida dela!”


CONSIDERAÇÕES SOBRE A ETIOPATOGENIA DA DERMATITE ATÓPICA CANINA

A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele, de caráter crônico, apresentando um padrão eczemetozo e pruriginoso. É uma doença que não tem cura, apresentando, por vezes, um difícil controle, devido ao seu caráter recalcitrante, necessitando de um acompanhamento contínuo. Apresenta uma etiologia genética, sendo que a alteração em nível genético origina diferentes manifestações clínicas individuais. Em cães, existem de 11 a 13 genes envolvidos no desenvolvimento desta afecção. Na epiderme normal, existem os queratinócitos, que são contornados por um conjunto de lipídios, sendo o seu principal componente os ceramídeos, que ocupam o espaço intercelular. A principal função desses lipídios é manter a adesão e a coesão entre as células da pele, garantindo a sua hidratação. Uma alteração genética faz com que os queratinócitos de cães atópicos produzam poucos lipídios, com uma baixa concentração de ceramídeos. Consequentemente, a quantidade de lipídios no espaço intercelular de cães portadores de dermatite atópica é menor que a de cães normais, diminuindo a adesão entre as células da pele e a função de barreira do extrato epidérmico, ocorrendo desidratação. Com a dificuldade de retenção de água pela epiderme, a pele torna-se seca e xerótica, com tendência a descamar e a esfoliar. Assim, a camada córnea de cães atópicos é mais delgada que a de cães normais. Dessa forma, há uma diminuição ou perda da função de barreira da epiderme no cão atópico, ocasionada por uma baixa produção de ceramídeos e um aumento do espaço intercelular. Com isso, a epiderme passa a absorver facilmente tudo aquilo que entrar em contato com ela, ocorrendo uma alta absorção de irritantes ambientais, que irão provocar a agressão e a degeneração dos queratinócitos, liberando, consequentemente, citocinas e quimiocinas. Assim, os mediadores inflamatórios entrarão em contato com as terminações nervosas da pele estimulando o prurido. Assim que o cão atópico entrar em contato com o irritante ambiental poderá ocorrer o aparecimento de eczema atópico. Dessa forma, os irritantes ambientais podem precipitar o aparecimento de eczema atópico por mecanismos não imunológicos, ou seja, não havendo formação de anticorpos IgE contra estes irritantes. O prurido e o eczema atópico podem ser precipitados por irritantes, alimentos e aeroalérgenos, sendo que o principal alérgeno presente no ambiente intradomiciliar é o alérgeno de ácaro (em torno de 80%). O contato de aeroalérgenos com a pele do cão atópico provoca o aparecimento de eritema, com o aumento da produção de Interleucina 17, que faz com que a pele produza menos peptídeos com efeitos antimicrobianos, aumentando a predisposição a infecções bacterianas e fúngicas. (Cf. FARIAS, 2011)


CONSIDERAÇÕES SOBRE O METABOLISMO LIPÍDICO (Cf. GUYTON, 1977)

LIPOPROTEÍNAS.

Formação das lipoproteínas. As lipoproteínas são quase totalmente formadas no fígado, o que está acorde com o fato de que a maioria dos fosfolipídios, colesterol e triglicerídios (exceto os quilomicra) plasmáticos são sintetizados no fígado.

Função das Lipoproteínas. A função das lipoproteínas no plasma é pouco conhecida, mas sabe-se que constituem o meio pelo qual as substâncias lipídicas podem ser transportadas através do organismo, principalmente do fígado para outras partes do corpo.

DEPÓSITOS LIPÍDICOS – LIPÍDIOS HEPÁTICOS.

As células hepáticas, em aditamento ao conteúdo de triglicerídios, contém grandes quantidades de fosfolipídios e colesterol, que são continuamente sintetizados pelo fígado.

A capacidade do fígado para dessaturar ácidos graxos parece ser funcionalmente importante para todos os tecidos do organismo, porque muitos dos componentes estruturais de todas as células contém moderadas quantidades de lipídios dessaturados, e sua principal fonte parece ser o fígado. Essa dessaturação é efetuada por uma desidrogenase nas células hepáticas.

FOSFOLIPÍDIOS.

Os fosfolipídios são transportados juntos em lipoproteínas no sangue, parecendo ser utilizados similarmente por todo o organismo para várias finalidades estruturais.

Formação de Fosfolipídios. Os fosfolipídios são formados essencialmente em todas as células do organismo, mas certas células tem uma capacidade especial para formá-los. Provavelmente 90% ou mais dos fosfolipídios que entram no sangue formam-se nas células hepáticas, embora quantidades razoáveis possam ser formadas pela mucosa intestinal.

A mais importante de todas as funções dos fosfolipídios é, talvez, a participação na formação de elementos estruturais - principalmente membranas - das células por todo o organismo, como será visto em relação ao colesterol.

COLESTEROL.

Além do colesterol absorvido diariamente do trato gastrintestinal, que é chamado colesterol exógeno, uma grande quantidade de colesterol endógeno forma-se nas células do organismo. Essencialmente, todo o colesterol endógeno que circula nas lipoproteínas do plasma é formado pelo fígado.

Uma grande porção de colesterol precipita-se na camada córnea da pele, e juntamente com outros lipídios torna-a muito resistente à absorção de substâncias hidrossolúveis e também à ação de muitos agentes químicos, pois o colesterol e os outros lipídios são altamente inertes a substâncias tais como ácidos e diversos solventes que poderiam, não fora isso, penetrar facilmente no organismo. Essas substâncias também ajudam a impedir a evaporação de água pela pele.

FUNÇÕES ESTRUTURAIS DE FOSFOLIPÍDIOS E COLESTEROL.

A sua importância maior é para finalidades estruturais em todas as células do organismo. Grandes quantidades de fosfolipídios e colesterol estão presentes na membrana celular e nas membranas de organelas de todas as células. Sabe-se também que tanto o colesterol quanto os fosfolipídios tem um efeito controlador na permeabilidade das membranas celulares.

A integridade física das células do corpo baseia-se principalmente em fosfolipídios, triglicerídios, colesterol e certas proteínas não solúveis. Alguns fosfolipídios são um pouco hidrossolúveis e um pouco lipossolúveis, o que lhes confere a importante propriedade de ajudar a diminuir a tensão interfacial entre as membranas e os líquidos circundantes.


TRATAR A PARTE OU O TODO?

Sistema pode ser definido como um todo integrado, cujas propriedades essenciais surgem das relações entre as suas partes, havendo uma interconexão e interdependência fundamental entre todos os fenômenos. Deixa-se de lado a noção de objetos isolados e independentes, para dar lugar a valorização do todo. Assim, um sistema vivo é concebido como uma totalidade integrada, em que suas propriedades fundamentais pertencem ao todo, sendo que as propriedades das partes só poderão ser compreendidas dentro do contexto do todo maior.

Dentro dessa visão, o exame, por exemplo, da célula deve ser compreendido e interpretado dentro do contexto de um todo mais amplo: a célula deve ser compreendida fazendo parte de um determinado órgão, que está inserido em um sistema orgânico específico, que constitui uma das partes de um organismo vivo. Por exemplo, o hepatócito é a célula que forma o parênquima hepático, sendo que o fígado é um órgão que faz parte do sistema digestivo, que é apenas um dos sistemas responsáveis pelo funcionamento de um ser vivo (homem, cão, gato, macaco, etc.).

Analisando o nosso caso: um canino, portador de uma provável dermatite atópica.

O pensamento reducionista da medicina clássica, baseado no paradigma mecanicista cartesiano, certamente iria preocupar-se tão somente com o aspecto local desta enfermidade dermatológica, ou seja, a pele.

Já a Homeopatia apresenta uma outra concepção, sendo o tratamento direcionado ao doente em sua totalidade, não apenas à doença. Fundamentado em uma concepção vitalista, proposta por Hahnemann, o sistema terapêutico que emprega o princípio dos semelhantes baseia-se na compreensão da totalidade dos sintomas do doente, visando a sua individualização, a fim de eleger um único medicamento para trata-lo. E isto já é considerado uma revolução na ciência médica.

Entretanto, podemos ir além, procurando interpretar esta mesma paciente sob um outro enfoque, representado por uma visão sistêmica, com o ser vivo sendo considerado como um sistema complexo. O modelo sistêmico possui uma concepção não-linear de saúde e doença, sendo o estado de saúde representado pela estabilidade do sistema. A doença ocorreria por uma instabilidade do sistema vivo, sendo esta instabilidade representada por sintomas, sendo importante compreender a sua fisiopatologia. Neste caso, os sintomas da doença não representam uma mal que precisa, necessariamente, ser combatido e eliminado, mas um movimento executado pelo sistema vivo, por intermédio de mecanismos de autorregulação, objetivando colocar o sistema novamente em estabilidade.

Chamo a atenção para a importância de compreendermos a fisiopatologia dos sintomas. Em relação ao metabolismo dos lipídios, vimos a sua importância para finalidades estruturais, sendo que a integridade e a resistência da pele depende justamente dos lipídios. Na etiopatogenia da dermatite atópica, ficou claro que os sintomas desta afecção dermatológica ocorrem por uma diminuição de lipídios no espaço intercelular, comprometendo a adesão e a coesão entre as células da pele e também a sua hidratação, implicando em um prejuízo da função de barreira da epiderme. Disso advém a sintomatologia característica de pacientes atópicos.

Vimos que a carência de lipídios no espaço intercelular da epiderme é fundamental para o desenvolvimento de sintomas em pacientes portadores de atopia. Voltando ao metabolismo dos lipídios, nos deparamos com a seguinte informação: as células hepáticas são responsáveis pela formação da maior parte dos lipídios produzidos pelo organismo. Tudo bem, o leitor pode até estar pensando: "Esse sujeito está delirando! O que tem a ver a pele com o fígado?" Pois é... Apenas estou tentando colocar os fenômenos dentro do contexto, a partir do estudo da fisiopatalogia dos sintomas da dermatite atópica e do metabolismo lipídico. Ou seja, interpretando o caso desta paciente a partir de uma visão sistêmica, onde o ser vivo é concebido como uma totalidade integrada, em que as suas propriedades fundamentais emergem das relações entre todas as suas partes, em que todos os fenômenos estão interconectados e são interdependentes.

Para finalizar, proponho um questionamento e uma reflexão! Partindo-se da premissa que as células hepáticas são responsáveis pela formação da maior parte dos lipídios produzidos pelo organismo (o que é atestado pela fisiologia clássica), sendo que a etiopatogenia da dermatite atópica está relacionada justamente com a carência de lipídios no espaço intercelular da epiderme, não seria fundamental dar uma atenção muito especial ao fígado na ocorrência de afecções dermatológicas? Particularmente, em pacientes diagnosticados com dermatite atópica? Apenas para reflexão...


SINTOMAS COMO PARÂMETRO DE AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO

Lembramos que esta paciente participou de nossa pesquisa para avaliar a eficácia da Homeopatia em caninos e felinos, em que utilizamos uma metodologia própria. No estudo, recebeu o código III49C: o que significa que foi incluída no grupo III, sendo acompanhada por um período inferior a 6 meses, recebeu o número 49 no estudo, sendo que C significa que apresentava apenas sintomas de ordem física, antes de iniciar o nosso tratamento homeopático.

Os sintomas foram os parâmetros utilizados para a avaliação da evolução dos pacientes participantes deste estudo, sendo que utilizamos alguns critérios para realizar essa avaliação. Para mais informações, clique aqui.

Para mais informações sobre esta pesquisa, sugerimos a leitura de Estudo da eficácia da Homeopatia no tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em cães e gatos.

Para a execução da análise do caso desta paciente submetida ao nosso tratamento homeopático, o primeiro passo foi avaliar a evolução dos sintomas inerentes ao diagnóstico relacionado à queixa principal, ou seja, dermatite atópica. Os sintomas cutâneos selecionados para representar esta condição clínica foram prurido, pústulas, erupção crostosa, odor fétido, alopecia, queda de pelo e aspecto do pelo. É importante ressaltar que estes sintomas foram avaliados em conjunto, representando o quadro de dermatite atópica.

Prurido: Melhora Total.

“Não tem se coçado mais no muro.”
“Deixou de se morder!”

Pústulas: Melhora Total.

Erupção Crostosa: Melhora Total.

Odor Fétido: Melhora Total.

“O cheiro forte diminuiu, está com cheiro normal!”

Alopecia: Melhora Total.

“O pelo cresceu; um pelo fofo se desenvolveu.”
“Até embaixo do pescoço, os pelos voltaram a nascer.”

Queda de Pelo: Melhora Significativa.

“Não perde tanto pelo, inclusive aos tufos; agora tem queda em partes mais localizadas e não em grande quantidade, como antes.”

Aspecto do Pelo: Melhora Consistente.

“O pelo está mais preto e com brilho.”
“Aquele pelo avermelhado, meio amarronzado, que não é o natural dela, começou a cair e voltou a crescer o pelo preto, que é o seu natural.”

Sintomas Cutâneos (em geral):

“A pele está muito boa!”
“Se avaliarmos em relação a antes do tratamento com Homeopatia, posso dizer, tranquilamente, que a Theóphila nunca esteve tão bem!”

Analisando a evolução da paciente, durante o período de 2 meses em que esteve sob o nosso tratamento homeopático, observamos que a mesma tornou-se assintomática em relação ao prurido, pústulas, erupção crostosa, odor fétido e alopecia; apresentou uma melhora consistente em relação ao aspecto do pelo e uma melhora significativa na queda de pelo.

Assim, quanto aos sintomas inerentes ao diagnóstico relacionado à queixa principal (dermatite atópica), esta paciente recebeu o conceito:

ÓTIMO.

Um outro aspecto a ser avaliado é em relação a se houve ou não melhora na qualidade de vida da paciente durante o período de tratamento homeopático.

Conforme o relato de sua tutora:

“Sinto ela mais feliz, mais relacionada, mais disposta, não tão apática; está mais receptiva!”
“Está mais disposta p/ sair!”
“A sua qualidade de vida está bem melhor após o tratamento homeopático!”
“Não está tomando nada além da Homeopatia.”
“Se avaliarmos em relação a antes do tratamento com Homeopatia, posso dizer, tranquilamente, que a Theóphila nunca esteve tão bem!”
“Ela melhorou tanto o seu temperamento, como, também, o seu aspecto orgânico!”
“A Homeopatia agiu no todo; inclusive melhorou a sua sociabilidade, ela movimenta-se mais, brinca mais!”
“Enfim, a Théo está feliz!”
“Houve uma melhora na qualidade geral de vida dela!”

Portanto, consideramos que houve melhora na qualidade de vida da paciente em função de nosso tratamento pela Homeopatia.

Como apresentava apenas sintomas orgânicos antes de iniciar o tratamento homeopático, esta paciente foi avaliada somente em relação à evolução de sintomas de ordem física.

Conjuntivite: Melhora Significativa.

“Secreção ocular diminuiu.”

Intolerância Dietética: Melhora Consistente.

“Deixou de ter tanta diarreia, quando come coisas diferentes, fora da ração.”
“Trocou a ração e não teve diarreia; aceitou bem a ração!”

Diarreia: Melhora Consistente.


AVALIAÇÃO FINAL DA PACIENTE

Evolução quanto aos sintomas inerentes ao diagnóstico relacionado à queixa principal (dermatite atópica: prurido, pústulas, erupção crostosa, odor fétido, alopecia, queda de pelo e aspecto do pelo): ÓTIMO.

Houve uma melhora significativa na qualidade de vida da paciente? SIM.

Ocorreu melhora significativa em relação ao tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento homeopático? SIM.

Houve uma melhora significativa em sintomas de ordem comportamental? - (Obs.: a paciente não apresentava sintomas comportamentais antes de iniciar o tratamento homeopático)

Ocorreu uma melhora significativa em sintomas de ordem orgânica? SIM:
Prurido;
Pústulas;
Erupção Crostosa;
Odor Fétido;
Alopecia;
Queda de Pelo;
Aspecto do Pelo.
Conjuntivite;
Intolerância Dietética;
Diarreia.


AGRAVAÇÃO HOMEOPÁTICA

De acordo com Hahnemann, a agravação homeopática é um aumento notável dos sintomas mórbidos primitivos originalmente observados. Para o criador do sistema de tratamento pelos semelhantes, a sua ocorrência dependerá da sensibilidade do organismo ao medicamento e o grau de semelhança entre ambos.

“Não há, contudo, quase nenhum medicamento homeopático, por mais adequadamente escolhido que seja, que, principalmente se administrado em dose insuficientemente pequena, não produza, em pacientes muito irritáveis e sensíveis, pelo menos um distúrbio pequeno inabitual, algum sintoma novo e ligeiro, enquanto perdurar o seu efeito; pois é quase impossível que o medicamento e a doença cubram um ao outro, sintomaticamente, tão exatamente como dois triângulos de lados e ângulos iguais. Mas (em circunstâncias normais) esta diferença sem importância será facilmente eliminada pela atividade potencial (autocracia) do organismo vivo, e não é perceptível por pacientes que não são excessivamente delicados; o restabelecimento prossegue, apesar disso, em direção ao fim almejado da cura perfeita, se não for disso impedido pela ação de influências medicinais heterogêneas sobre o paciente, por erros de regime, ou pela excitação das paixões.” (HAHNEMANN, Organon da Arte de Curar, & 156)

O enfermo recobrará a saúde fazendo-se retroceder à superfície as manifestações primárias da enfermidade (agravação). A reação da energia vital é acompanhada pelo restabelecimento da ordem, que começa com um processo de limpeza, que é feito pelo organismo, não pelo medicamento. Apesar dos sintomas da doença sofrerem uma agravação, o doente demonstra que sente-se melhor. (Cf. KENT, 1986)

A evolução das doenças crônicas ocorre do exterior para o interior, da superfície para o centro. Todas as doenças crônicas tem a sua primeira manifestação na superfície, e dali dirigem-se até os centros vitais do ser. Disso se deduz que o enfermo recobrará a saúde na proporção em que faz retroceder à superfície as manifestações primárias da doença. Tal é o regresso, a agravação de que falamos antes, como consequência da ação do remédio verdadeiramente homeopático (...) Por isso se observa que a medida que as partes internas melhoram, estas partes externas são afetadas e o paciente encontra-se melhor.” (KENT, 1986, p. 24)

De acordo com Célia Barollo, a agravação homeopática corresponde a um processo exonerativo, sendo a sua ocorrência variável, conforme cada organismo:

“O processo de cura muitas vezes é doloroso, sofrido, incômodo. Podem surgir sintomas de eliminação, de limpeza do organismo como: vômitos, diarréia, febre, erupções cutâneas, abscessos, expectoração, corrimentos vaginais ou uretrais, eliminação de secreção pelos ouvidos e nariz, pruridos incômodos, manifestações esteticamente desagradáveis. Tudo isso varia de paciente para paciente, podendo ser mais ou menos intenso ou prolongado.” (BAROLLO, 1995, p. 45)


FENÔMENOS DE CURA ("LEIS DE CURA DE HERING")

De acordo com Anna Kossak-Romanach:

"Existem processos de cura em múltiplas variantes, na dependência das possibilidades reativas e, por erro consagrado pelo uso, na literatura homeopática fala-se em "leis de cura" ou "leis de HERING", pelo fato deste autor haver se ocupado com o problema. Os fenômenos de cura debatidos por HERING (1800-1880) não representam uma lei, mas apenas probabilidades ou tendências dominantes." (KOSSAK-ROMANACH, 1984, p.101)

* Direção centrífuga dos sintomas (de dentro para fora).

A cura tem uma tendência a ocorrer dos órgãos internos para o exterior, representado por pele e mucosas.

* Desaparecimento dos sintomas de cima para baixo.

Os sintomas tem uma propensão a desaparecem primeiro na cabeça e parte superior do corpo, indo em direção às extremidades inferiores.

* Cura a partir dos órgãos mais nobres para os menos nobres.

Considerando-se o cérebro o mais importante, seguido pelo coração, fígado, pulmões, rins, etc. Sendo pele e mucosas concebidos como menos importantes. É um bom indício quando há uma melhora dos sintomas mentais (comportamentais, nos animais), mesmo havendo algum sintoma cutâneo (como prurido, erupções) ou alguma descarga através das mucosas (por exemplo, conjuntivite). Se ocorrer o inverso, por exemplo, uma melhora dos sintomas em nível de pele, com uma piora dos sintomas mentais, isto estaria indo contra uma evolução positiva, no sentido de uma cura.

* Desaparecimento dos sintomas na ordem inversa do seu aparecimento.

Aquele primeiro sintoma que apareceu, será o último a desparecer. Enquanto, o sintoma a surgir mais recentemente, deverá ser o primeiro a desaparecer.

* Reaparecimento de sintomas antigos.

Isto é muito importante e acontece com frequência. Por isso, é muito importante o homeopata estar atento aos detalhes e minúcias da história clínica. O aparecimento de um sintoma, seja físico ou mental, que o paciente já teve em algum momento de sua vida, é um bom prognóstico.

"A constatação de uma destas eventualidades representa indício seguro de evolução no sentido da cura, recomendando abstenção ou moderação do remédio. Cada um destes quadros se desvanecerá por si mesmo, cabendo então ao terapeuta avaliar sobre a necessidade ou não de novo simillimum." (KOSSAK-ROMANACH, 1984, p.102)


INTERPRETAÇÂO DA OTITE NESTA PACIENTE

"O medicamento homeopático atua na energia vital desequilibrada corrigindo sua frequência vibratória instantaneamente. A partir daí, inicia-se um processo de readaptação do organismo a essa energia corrigida. Para que isto ocorra, várias manifestações poderão acontecer: agravação homeopática, retorno de sintomas antigos e sintomas exonerativos." (ROSENBAUM, 2002, p. 274)

Na evolução desta paciente, apresentando um quadro de dermatite atópica, observamos uma melhora em praticamente todos os seus sintomas. Entretanto, chamou a atenção o aparecimento de um quadro de otite purulenta, com uma manifestação sintomática bem intensa. Interessante notar que a paciente já havia apresentado anteriormente um quadro de otite.

Podemos interpretar este quadro de otite apresentado pela paciente como um processo exonerativo, de limpeza do organismo. Também podemos engajar a evolução desta paciente conforme o que apregoa os fenômenos de cura, estabelecidos por Constantine Hering: a cura dos sintomas ocorreu de dentro para fora e dos órgãos mais importantes para os de menor importância: a paciente melhorou consideravelmente a sua vivacidade e disposição, apresentando melhoras orgânicas, em nível digestivo e cutâneo. Além do retorno de sintomas antigos, representados pelo quadro de otite.


CONCLUSÕES

* No tratamento homeopático de doenças de caráter crônico, como é o caso da atopia canina, deve-se levar em consideração a compreensão do paciente como um todo (através de um estudo profundo e minucioso da totalidade de seus sintomas), visando a sua individualização. Dessa forma, o tratamento estabelecido deve ser específico para cada indivíduo doente, não para a doença (condição clínica, entidade nosológica) que o mesmo manifesta.

* A evolução extremamente positiva desta paciente demonstra, de modo inquestionável, que a resposta ao tratamento homeopático de quadros dermatológicos crônicos pode ocorrer em curto prazo, já que a mesma tornou-se assintomática em apenas 2 meses de tratamento.

* Por outro lado, nunca se deve perder de vista que a dermatite atópica canina é uma doença crônica, de origem genética e que não tem cura, apenas controle. Cabe, ainda, salientar que este controle pode, inclusive, ser bastante difícil. Por isso, reveste-se de importância a tarefa de enfatizar aos responsáveis pelos pacientes (e reforçar quantas vezes forem necessárias) da necessidade de haver um seguimento no tratamento, para que a Homeopatia tenha condições de proporcionar todo o seu potencial de benefícios aos pacientes. Em especial, nos casos de atopia canina, um quadro dermatológico em que a abordagem terapêutica clássica possui limitações evidentes.

* Neste estudo, utilizamos conceitos da visão sistêmica, o que proporcionou, em nosso entendimento, um grande salto de qualidade no tratamento e controle do quadro desta paciente.

* Em uma abordagem sistêmica, é preciso valorizar a interrelação e a interdependência de todos os fenômenos, que devem ser compreendidos dentro do contexto do todo maior. Assim, o estudo da etiopatogenia da dermatite atópica canina, bem como do metabolismo lipídico, devem ser levados em consideração para a compreensão da fisiopatologia envolvida no déficit de função de barreira da epiderme, quesito essencial para o sucesso do controle da sintomatologia de caninos atópicos, através do tratamento homeopático.

* Este caso também é um exemplo bastante representativo da ocorrência de alguns fenômenos que poderão ocorrer com o paciente durante o transcorrer do tratamento homeopático, como, por exemplo, o aparecimento de sintomas exonerativos e fenômenos de cura, com a melhora dos sintomas tendo uma direção centrífuga, indo dos órgãos mais nobres para os de menor importância, além do retorno de sintomas antigos.

* Este caso corrobora a possibilidade da Homeopatia ser utilizada para o tratamento e controle de caninos atópicos (inclusive, de forma complementar ao tratamento convencional), obtendo-se resultados satisfatórios. Além disso, o tratamento homeopático apresenta o potencial de elevar o grau de eficácia, quando comparado à utilização exclusiva da terapêutica tradicional, bem como diminuir a exposição prolongada do paciente aos efeitos tóxicos ou colaterais dos medicamentos empregados pela farmacologia clássica, como, por exemplo, os corticosteróides.

* Entretanto, é de suma importância a produção de mais trabalhos de pesquisa, no intuito de demonstrar a eficácia da Homeopatia no tratamento e controle da dermatite atópica, tanto na medicina veterinária quanto humana.


BIBLIOGRAFIA

BAROLLO, Célia Regina. Aos que se tratam pela Homeopatia. 7ª ed. São Paulo, Ed. Typus, 1995.

CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida. São Paulo, Ed. Cultrix, 2001.

CARILLO JR., Romeu. Fundamentos de Homeopatia Constitucional. São Paulo, Ed. Santos, 1997.

CARILLO JR., Romeu. Homeopatia, Medicina Interna e Terapêutica. São Paulo, Ed. Santos, 2000.

CARILLO JUNIOR, Romeu. O Milagre da Imperfeição. São Paulo, Ed. Cultrix, 2008.

FARIAS, Marconi Rodrigues de. Dermatite Atópica Canina: Mecanismos Imunopatogênicos. Anotações do I Simpósio Sul-Brasileiro de Dermatologia de Pequenos Animais. Florianópolis, Anclivepa-SC, 2011.

GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. 5ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1977, pp. 806-815.

HAHNEMANN, Samuel. Organon da Arte de Curar. 6ª Ed. São Paulo, Ed. Robe, 2001.

KENT, Jame Tyler. Homeopatia Doctrina. Caracas, Universidade Central da Venezuela, 1986.

KOSSAK-ROMANACH, Anna. Homeopatia em 1000 Conceitos. São Paulo, Ed. El Cid, 1984.

ROSENBAUM, Paulo. Fundamentos de homeopatia para estudantes de medicina e de ciências da saúde. São Paulo, Ed. Roca, 2002.



Dr. Celso Affonso Machado Pedrini

Médico Veterinário

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CONTATO: celsopedrini@terra.com.br